Minha alergia a gatos sumiu em um dia. Uma médica me explicou por quê.
Durante um ano, meu filho Aleksander e eu nos sentamos com as pessoas que estudam quanto tempo e quão bem vivemos: 39 países e estados, mais de cem cientistas, médicos e especialistas.

Durante quase toda a minha vida adulta tive uma alergia forte a gatos. Bastava um toque: minha pele reagia e ficava difícil respirar. Então eu mantinha distância.
Aí, quando começou a guerra na Ucrânia, uma amiga querida de Lviv teve que fugir com a família, e eu ofereci a eles o meu apartamento em Varsóvia. O gato deles vinha junto. Ninguém pede a uma família que foge de uma guerra que deixe um dos seus na fronteira. Então tomei uma decisão: a partir de hoje, eu não tenho essa alergia. O gato se mudou, e nada aconteceu. Desde aquele dia consigo fazer carinho em qualquer gato que encontro.
Quando contei essa história para Olivia Lesslar, ela não se surpreendeu nem um pouco. Olivia é médica de medicina funcional e integrativa, e eu a chamo de médica da mente, do coração e do corpo. O campo favorito dela tem um nome comprido, psiconeuroimunologia: a ciência de como aquilo que você pensa conversa com o seu sistema nervoso, os seus hormônios e o seu sistema imunológico, e de como todos eles respondem.
Em Singapura, chegamos ao placebo, a pílula sem nada dentro que todo remédio novo precisa superar, porque esperar melhorar muitas vezes basta para as pessoas melhorarem. A medicina sabe disso e mede isso em todo estudo clínico. O ponto da Olivia era que ela para por aí:
“… ninguém se vira e diz: ‘Espera, só um segundo. Você está dizendo que existe uma farmácia no meu cérebro que consegue produzir seja lá o que for que vai me dar o sintoma que eu acho que vou ter, ou acabar com o sintoma que eu já tenho?’”
Na maioria das pesquisas, essa farmácia é ruído a ser subtraído dos resultados. Olivia prefere colocá-la para trabalhar:
“… vamos aproveitar o placebo, vamos aproveitar o fato de que você realmente produz essas substâncias no seu próprio corpo só de pensar em alguma coisa, só de pensar nela. Quer dizer, isso é profundo, né? É aí que está a parte divertida.”
Funciona no sentido contrário também, e essa parte me fez pensar duas vezes. Ela me contou sobre um estudo com pessoas alérgicas a amendoim:
“… pacientes que eram alérgicos a amendoim … Se você colocasse um pó na sala e dissesse: ‘Ah, tem amendoim nisso’, eles tinham exatamente as mesmas reações, né?”
Esse é o efeito nocebo: espere um mal, e o seu corpo pode criá-lo. A mesma mente que acalmou a minha reação a um gato pode desencadear uma reação a um pó sem amendoim nenhum.
Suas expectativas não ficam só na sua cabeça. O seu corpo age de acordo com elas.
Por favor, não leia isto como um conselho para interromper um remédio ou testar uma alergia real. Se você tem uma alergia séria, o plano do seu médico vem primeiro. Leia como um convite: aquilo que você espera, teme e acredita faz parte da sua saúde, e merece tanta atenção quanto a sua comida e o seu sono.
É esse tipo de medicina que eu quero para todo mundo, e é por isso que sou tão grato por Olivia ter gentilmente aceitado ser a Diretora Médica do Live Beyond.
A sua mente já surpreendeu o seu corpo? Eu adoraria ouvir a sua história. Me conte no Instagram: @longevityadvocate.
Por que Olivia pergunta a todo paciente onde uma doença começou, por que o jeito como você come pode importar tanto quanto o que você come, e por que ela não usa nenhum wearable: está tudo na história completa no Hub Live Beyond:

O artigo completo no Live Beyond Hub
Vamos parar de normalizar a doença crônica.
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Escrito por Marek Piotrowski. Se você quiser o Mapa da Longevidade que está por trás de tudo isto, ele é seu, com o seu guia — peça aqui.
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